Principais tópicos

  • A ASPS e a SBCP destacam que o implante associado à mastopexia pode aumentar o volume e o preenchimento da parte superior das mamas, sendo considerado quando esse também é um objetivo da paciente. 
  • Uma análise de 4.856 casos encontrou taxa global de complicações de 13,1% e reoperação de 10,7% na mastopexia com aumento em um único tempo.
  • Em 34 pacientes, a mastopexia com implante apresentou maior preenchimento do polo superior do que a técnica com autoimplante.
  • Uma avaliação tridimensional de 2023 encontrou aumento médio de 10,6% do volume do polo superior em mamas submetidas a aumento associado à mastopexia interna.
  • Dados de 2026 com 289 casos registraram reoperação em 19,4%, reforçando a importância da seleção da paciente e do planejamento.

 

Por que a mastopexia com prótese é procurada quando existe queda e perda de colo mamário?

A mastopexia com prótese pode ser considerada quando a paciente deseja corrigir a ptose mamária e também recuperar ou acrescentar volume, especialmente na parte superior da mama. Nesse sentido, ptose significa a descida da mama e do complexo aréolo-papilar. A mastopexia reposiciona os tecidos e trata o excesso de pele, enquanto o implante acrescenta volume e modifica sua distribuição.

 

Além disso, a American Society of Plastic Surgeons (ASPS) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) destacam que a escolha da técnica de mastopexia deve considerar fatores como tamanho e formato das mamas, posição das aréolas, grau de queda, quantidade de pele excedente e qualidade e elasticidade da pele. Por isso, quem procura mastopexia com prótese no Rio de Janeiro precisa diferenciar dois objetivos: corrigir a queda das mamas e aumentar o volume ou o preenchimento do colo. Esses objetivos podem fazer parte da mesma cirurgia, mas exigem estratégias diferentes no planejamento. 

 

Quando o implante realmente pode contribuir para o colo mamário?

O implante pode contribuir para o colo quando existe desejo de maior preenchimento da parte superior da mama e os tecidos conseguem acomodar esse volume de forma proporcional. Nesse sentido, a ASPS afirma que implantes associados ao lifting podem melhorar a plenitude superior e do decote. O efeito, porém, depende da relação entre implante, pele, glândula mamária, largura do tórax e sustentação dos tecidos.

 

Além disso, Grünherz et al. (2019) compararam mastopexia com implante e com autoimplante em 34 pacientes e observaram maior preenchimento do polo superior no grupo com prótese. Li et al. (2023), com avaliação tridimensional, identificaram aumento médio de 10,6% no volume do polo superior em pacientes submetidas a aumento associado à mastopexia interna. Esses dados descrevem grupos específicos e não preveem resultados individuais.

 

Uma prótese maior produz necessariamente um colo mais bonito?

Não. Uma prótese maior não garante um colo mais definido ou duradouro, porque o resultado depende da interação entre volume, formato do implante e tecidos. Por outro lado, aumentar o volume dentro de uma pele com pouca sustentação pode elevar a tensão sobre a mama. Assim, a escolha deve considerar largura mamária, espessura de cobertura, grau de flacidez e objetivo de projeção.

 

Nesse contexto, a mastopexia com aumento combina forças diferentes: a cirurgia reduz e reorganiza o envelope de pele enquanto o implante acrescenta volume. Khavanin et al. (2014), reunindo 4.856 casos, encontraram taxa global de complicações de 13,1%, recorrência da ptose de 5,2% e reoperação de 10,7%. Portanto, planejamento e seleção da paciente são mais importantes do que perseguir um volume predeterminado.

 

Como o cirurgião decide o formato, volume e posição do implante?

A escolha do implante deve partir das medidas da mama e do tórax, do tecido disponível e do formato pretendido. Nesse sentido, volume em mililitros é apenas uma variável; largura da base, projeção e relação entre implante e tecidos também influenciam o resultado. A avaliação considera ainda assimetrias, posição do sulco mamário, espessura da cobertura e cirurgias anteriores.

 

Além disso, Lucocq e Shoaib (2026) acompanharam 289 mastopexias com aumento e observaram associação entre complicação ou reoperação e fatores como cirurgia mamária prévia, tabagismo e implantes de alta projeção. No acompanhamento mediano de 46 meses, 19,4% dos casos passaram por alguma reoperação. Esses achados não definem o risco pessoal, mas mostram a importância da individualização.

 

Quais riscos precisam ser considerados antes de colocar prótese?

A paciente precisa considerar os riscos da mastopexia e aqueles relacionados ao implante. Nesse sentido, a ASPS cita sangramento, infecção, assimetria, alterações de sensibilidade, cicatrização inadequada e possibilidade de cirurgia revisional. Com a prótese, somam-se eventos específicos, como contratura capsular, ruptura, deslocamento e eventual necessidade de remoção ou substituição ao longo da vida.

 

Além disso, a FDA ressalta que implantes mamários não são dispositivos vitalícios e que a chance de complicações aumenta com o tempo. No Brasil, a Anvisa estabelece requisitos técnicos e de rastreabilidade, incluindo identificação do implante no prontuário e na documentação entregue à paciente. Como consequência, a consulta deve abordar o resultado esperado, acompanhamento futuro e possíveis novas intervenções.

 

Como escolher uma avaliação para mastopexia com prótese no Rio de Janeiro?

A avaliação deve esclarecer se a queixa principal é queda, perda de volume, pouco preenchimento superior ou uma combinação desses fatores. Nesse sentido, a consulta inclui exame das mamas, análise da pele, medidas do tórax, posição das aréolas, volume existente e discussão sobre cicatrizes. Fotografias ou simulações podem auxiliar a comunicação, mas não substituem o exame físico nem garantem resultados específicos.

 

Além disso, para quem pesquisa mastopexia com prótese no Rio de Janeiro, a proximidade pode facilitar consultas e retornos, porém o critério central continua sendo a qualidade da avaliação. É importante discutir onde a cirurgia será realizada, qual implante está sendo proposto, porque determinada estratégia foi escolhida e quais alternativas existem. Assim, a decisão deixa de depender apenas de imagens de referência.

 

Como marcar uma consulta para avaliar a mastopexia com prótese?

A avaliação para mastopexia com prótese é indicada para entender se, além de levantar e remodelar as mamas, existe benefício em acrescentar volume, projeção ou maior preenchimento do colo com um implante. Durante a consulta, são analisados fatores como grau de queda, qualidade da pele, volume mamário existente, posição das aréolas, proporções do tórax e resultado desejado, permitindo definir se a associação entre mastopexia e prótese faz sentido para aquele caso.

 

A Dra. Maria Júlia Norton (CRM-RJ 878669 | RQE 25.762 e 25.763) é cirurgiã plástica no Rio de Janeiro, formada pela UERJ, com atuação dedicada à cirurgia das mamas e mais de 1.750 cirurgias realizadas ao longo de sua trajetória. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), mantém atualização constante em técnicas avançadas de cirurgia mamária. Seu atendimento é baseado em avaliação cuidadosa, comunicação clara e planejamento individualizado, considerando tanto a anatomia quanto às expectativas de cada paciente.

 

Agende uma consulta com a Dra. Maria Júlia Norton, em Ipanema, no Rio de Janeiro, para compreender quais possibilidades de mastopexia com prótese podem ser mais adequadas para você. A avaliação permite discutir volume e formato do implante, preenchimento do colo, cicatrizes, recuperação, riscos e alternativas antes de definir a estratégia cirúrgica.

 

Considerações Finais

A mastopexia com prótese pode ser útil quando a correção da queda precisa ser combinada ao desejo de maior volume ou preenchimento superior, mas o implante não realiza sozinho o levantamento das mamas. Em síntese, o resultado depende da relação entre pele, glândula, implante e técnica cirúrgica. Por isso, a decisão deve considerar medidas, expectativas realistas, riscos de curto e longo prazo e acompanhamento adequado.

 

FAQ: perguntas frequentes sobre mastopexia com prótese no Rio de Janeiro

Qual a diferença entre silicone e mastopexia?

O silicone, por meio da prótese mamária, tem como principal função acrescentar volume, projeção e, em alguns casos, maior preenchimento da parte superior das mamas. Já a mastopexia é a cirurgia indicada para levantar e remodelar mamas com queda, reposicionando os tecidos e retirando o excesso de pele. Quando necessário, os dois procedimentos podem ser associados na mesma cirurgia.

 

Quanto tempo demora uma mastopexia com prótese?

A duração varia conforme o grau de queda, a técnica utilizada, o tipo de implante e a complexidade do caso. Em geral, uma mastopexia com prótese costuma levar algumas horas, mas não existe um tempo padrão aplicável a todas as pacientes. Além disso, cirurgias revisionais ou procedimentos associados podem aumentar o tempo cirúrgico.

 

Quais são os riscos da mastopexia com prótese?

Além dos riscos próprios da mastopexia, como sangramento, infecção, alterações de sensibilidade, cicatrizes e assimetrias, a presença do implante acrescenta riscos específicos. Entre eles estão contratura capsular, ruptura, deslocamento da prótese, dor e possibilidade de novas cirurgias ao longo do tempo. A FDA ressalta que implantes mamários não são dispositivos vitalícios e podem exigir remoção ou substituição futuramente.

 

A mastopexia com prótese sempre deixa o colo mais marcado?

Não. Embora o implante possa aumentar o preenchimento do polo superior, o formato final também depende da anatomia, dos tecidos, do tipo de implante e da técnica utilizada. Portanto, o mesmo implante pode produzir resultados diferentes entre pacientes.

 

É possível fazer mastopexia e colocar a prótese na mesma cirurgia?

Sim, a associação pode ser realizada no mesmo procedimento em pacientes selecionadas. Contudo, como a técnica combina retirada de excesso de pele e aumento de volume, o planejamento precisa considerar anatomia, riscos e possibilidade de revisão.

 

Existe um tamanho ideal de prótese para formar o colo?

Não existe um volume universalmente ideal. Além disso, a escolha depende da largura da mama, espessura dos tecidos, projeção pretendida, elasticidade da pele e características do implante, e não apenas da quantidade de mililitros.

 

A prótese consegue levantar uma mama caída sem mastopexia?

Nem sempre. Quando existe ptose e excesso de pele relevantes, apenas acrescentar volume não executa as etapas de reposicionamento e retirada de pele próprias da mastopexia. Nesse sentido, o grau de queda precisa ser avaliado antes de definir a técnica.

 

Quem coloca prótese precisa obrigatoriamente trocá-la após dez anos?

Não existe um prazo universal de troca automática. Entretanto, a FDA destaca que implantes não são dispositivos vitalícios e podem exigir cirurgias futuras devido a ruptura, contratura capsular, alterações de posição ou outras situações clínicas.

 

Como verificar a formação de um cirurgião plástico no Rio de Janeiro?

O Conselho Federal de Medicina disponibiliza a ferramenta Busca por Médicos, na qual é possível conferir CRM ativo e especialidades registradas. Além disso, quando o profissional se apresenta como especialista, o CFM orienta verificar o respectivo Registro de Qualificação de Especialista, o RQE.

 

Referências

AMERICAN SOCIETY OF PLASTIC SURGEONS. Breast Lift Procedure Steps. [s.d.]. Disponível em: https://www.plasticsurgery.org/cosmetic-procedures/breast-lift/procedure. Acesso em: 7 set. 2026.

 

AMERICAN SOCIETY OF PLASTIC SURGEONS. Breast Lift Risks and Safety. [s.d.]. Disponível em: https://www.plasticsurgery.org/cosmetic-procedures/breast-lift/safety. Acesso em: 7 set. 2026.

 

GRÜNHERZ, Lisanne; BURGER, Anna; GIOVANOLI, Pietro; LINDENBLATT, Nicole. Long-term results measured by BREAST-Q reveal higher patient satisfaction after “autoimplant-mastopexy” than augmentation-mastopexy. Gland Surgery, v. 8, n. 5, p. 516-526, 2019. DOI: 10.21037/gs.2019.09.05. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31741882/. 

 

KHAVANIN, Nima; JORDAN, Sumanas W.; RAMBACHAN, Aksharananda; KIM, John Y. S. A systematic review of single-stage augmentation-mastopexy. Plastic and Reconstructive Surgery, v. 134, n. 5, p. 922-931, 2014. DOI: 10.1097/PRS.0000000000000582. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25347628/. Acesso em: 7 set. 2026.

 

LI, Xin-Rui et al. Three-dimensional evaluation of results after dual-plane breast augmentation with and without internal suture mastopexy. Aesthetic Plastic Surgery, v. 47, n. 4, p. 1303-1311, 2023. DOI: 10.1007/s00266-022-03200-2. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36454327/. Acesso em: 7 set. 2026.

 

LUCOCQ, James; SHOAIB, Taimur. Long-term outcomes after single-stage augmentation mastopexy: a ten-year series and risk stratification model. JPRAS Open, v. 49, p. 272-283, 2026. DOI: 10.1016/j.jpra.2026.02.026. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41908623/. Acesso em: 7 set. 2026.

 

UNITED STATES. Food and Drug Administration. What to Know About Breast Implants. [s.d.]. Disponível em: https://www.fda.gov/consumers/consumer-updates/what-know-about-breast-implants. Acesso em: 7 set. 2026.

 

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 16, de 21 de março de 2012: requisitos mínimos de identidade e qualidade para implantes mamários. Brasília, DF: Anvisa, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0016_21_03_2012.html. Acesso em: 7 set. 2026.

 

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Você sabe se quem está te atendendo é mesmo médico? Veja como se proteger. Brasília, DF, 10 ago. 2026. Disponível em: https://portal.cfm.org.br/noticias/voce-sabe-se-quem-esta-te-atendendo-e-mesmo-medico-veja-como-se-proteger. Acesso em: 7 set. 2026.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA. Lifting de mama – mastopexia. São Paulo: SBCP, [s.d.]. Disponível em: https://www.cirurgiaplastica.org.br/cirurgias-e-procedimentos/mama/lifting-de-mama/. Acesso em: 7 set. 2026.