Quando o corpo pede uma pausa: entendendo o explante mamário
Em primeiro lugar, a decisão de colocar uma prótese de silicone costuma vir acompanhada de expectativas, autoestima elevada e uma vontade genuína de transformação. Mas, com o passar dos anos ou até mesmo meses, algumas pacientes passam a se questionar sobre manter esse dispositivo no corpo. É nesse momento que o termo explante mamário, ou seja, a retirada do implante de silicone, ganha relevância.
Assim, neste artigo, vamos explorar quando essa retirada é indicada, quais sinais o corpo pode estar enviando, os diferentes cenários clínicos e emocionais, além das alternativas estéticas após a remoção.
O que é o explante de silicone?
O explante é o procedimento cirúrgico que consiste na retirada total ou parcial de uma prótese de mama. Logo, pode ser feito por diferentes motivos, desde complicações técnicas até mudanças pessoais de percepção corporal.
Agora, é importante reforçar que não é sinônimo de arrependimento. Em muitos casos, é um gesto de reconexão com o corpo, um novo capítulo da autoestima.
Quando o explante é necessário?
Há situações clínicas e emocionais em que a retirada se torna uma indicação ou escolha consciente. Abaixo, também explico os principais cenários:
1. Contratura capsular avançada
Esse é um dos motivos mais comuns. O organismo naturalmente forma uma cápsula ao redor da prótese como mecanismo de proteção. No entanto, quando essa cápsula se torna rígida ou espessa, causa dor, assimetria e deformidade visível. Assim, a retirada da prótese, com ou sem capsulectomia, costuma ser indicada.
2. Ruptura do implante
Com o tempo, é possível que a prótese apresente microfissuras ou rompimentos, mesmo sendo feita com gel coesivo. Essa ruptura pode gerar inflamações locais ou alterar o formato da mama. Assim, em muitos casos, a retirada completa é o caminho mais seguro.
3. Sintomas sistêmicos (Síndrome ASIA ou Breast Implant Illness)
Ainda em estudo, algumas pacientes relatam sintomas como fadiga crônica, dores articulares, alterações de humor, queda de cabelo ou sensação de inflamação generalizada. Embora a ciência ainda esteja pesquisando o tema, há mulheres que optam pelo explante e relatam melhora expressiva.
4. Mudança na estética ou estilo de vida
O corpo muda. A cabeça muda. E a relação com as mamas também. Muitas mulheres sentem que as próteses já não fazem mais sentido em determinada fase da vida e tudo bem. Assim, o explante pode ser um passo consciente em direção a uma imagem mais alinhada com quem você é hoje.
5. Envelhecimento da prótese
As próteses não duram para sempre. Embora não haja prazo fixo para troca, o ideal é reavaliar após 10 a 15 anos. Caso haja desgaste ou incômodos, a retirada total pode ser uma escolha viável.
Como é feita a cirurgia de explante?
O procedimento pode variar conforme cada caso. Os principais tipos são:
- Explante simples: retirada da prótese, mantendo a cápsula.
- Explante com capsulectomia parcial ou total: remoção da cápsula fibrosa ao redor da prótese.
- Explante com mastopexia: retirada da prótese e reposicionamento da mama (lifting), para evitar flacidez ou queda.
- Explante com enxertia de gordura: utiliza gordura da própria paciente para preencher parte do volume retirado, com naturalidade.
Além disso. a escolha da técnica será feita após avaliação clínica, exames de imagem e conversa sobre o resultado desejado.
Como fica o resultado estético após o explante?
A resposta varia conforme:
- Tipo de prótese retirada
- Volume anterior da mama
- Elasticidade da pele
- Tempo de uso do implante
- Presença de flacidez ou queda
É comum que, após o explante, a mama apresente menor projeção, aréola mais baixa ou excesso de pele. Por isso, muitas vezes associamos a cirurgia a uma mastopexia, que remodela o tecido mamário e reposiciona a aréola, garantindo contorno, firmeza e harmonia.
E o pós-operatório do explante?
O pós-operatório costuma ser tranquilo, mas exige atenção:
- Uso de sutiã cirúrgico por 30 a 45 dias
- Repouso relativo por 10 a 15 dias
- Inchaço leve e possível sensação de “vazio” nas primeiras semanas
- Drenagem linfática (se indicada)
- Retorno gradual às atividades físicas após liberação médica
Além da parte física, é importante cuidar também da adaptação emocional. O reconhecimento da nova imagem no espelho pode levar tempo, e é natural precisar de acolhimento nesse processo.
Explante é sobre escolha, escuta e reconexão
Logo, ao contrário do que se imagina, a maioria das mulheres que opta pelo explante não se arrepende de ter colocado as próteses. Na verdade, elas veem o explante como uma nova fase: de reconexão, maturidade e autocuidado.
Mas, o importante é entender que saúde não é só ausência de doença, é sentir-se bem no próprio corpo. Assim, se a sua escuta interna está pedindo mudança, vale considerar essa decisão com carinho, responsabilidade e apoio profissional.
Quais alternativas existem ao explante?
Se a ideia de retirar as próteses causa insegurança estética, existem caminhos para equilibrar forma e naturalidade:
- Mastopexia com gordura autóloga (lipofilling)
- Apenas lifting, sem reposição de volume
- Planejamento em etapas: explante hoje, enxerto futuro
Cada corpo responde de um jeito e cada paciente tem sua própria jornada.
Conclusão
Concluindo, a decisão de realizar um explante é profundamente pessoal e absolutamente válida. Seja por questões físicas, emocionais ou estéticas, o importante é que ela seja feita com consciência, planejamento e acolhimento.
Por fim, se você está refletindo sobre essa possibilidade, saiba que existe escuta, técnica e segurança para apoiar sua escolha. E que seu corpo, com ou sem prótese, pode continuar sendo fonte de autoestima e leveza.
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