Primeiramente, a cirurgia de aumento das mamas com prótese de silicone está entre os procedimentos mais realizados no Brasil. Porém, apesar da popularidade, trata-se de uma intervenção médica que exige conhecimento técnico, estrutura hospitalar e principalmente responsabilidade profissional. Assim, escolher um cirurgião que seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e que atue em ambiente hospitalar qualificado é um dos principais fatores para garantir segurança e resultados satisfatórios.
Ao longo deste conteúdo, serão abordados os critérios essenciais para essa escolha, os riscos envolvidos quando esses cuidados são negligenciados e como a atuação hospitalar reforça a credibilidade e os protocolos de segurança na cirurgia mamária.
A importância da formação especializada
O que é a SBCP?
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é a principal entidade reguladora da especialidade no país. Para se tornar membro, o médico precisa:
- Concluir residência médica credenciada em cirurgia plástica
- Passar por avaliação teórica e prática rigorosa
- Manter-se atualizado por meio de congressos e cursos reconhecidos
- Atuar de forma ética e baseada em evidências
Ou seja, o selo da SBCP não é apenas simbólico: ele assegura que o profissional foi treinado dentro dos padrões científicos mais rigorosos da medicina.
Riscos da escolha inadequada
Procedimentos feitos por médicos sem especialização em cirurgia plástica aumentam consideravelmente o risco de:
- Complicações cirúrgicas
- Assimetrias permanentes
- Infecções graves
- Cicatrizes mal posicionadas
- Resultados estéticos insatisfatórios
Portanto, mais do que uma escolha estética, selecionar um cirurgião da SBCP é uma medida preventiva e de responsabilidade.
O papel da experiência hospitalar
Por que o ambiente hospitalar importa?
Cirurgias realizadas em clínicas sem estrutura hospitalar enfrentam limitações importantes, como:
- Falta de suporte intensivo em caso de intercorrência
- Recursos limitados para analgesia e recuperação segura
- Equipe médica reduzida e menos treinada para urgências
Em contrapartida, hospitais com tradição e excelência oferecem:
- Equipe multidisciplinar completa
- Salas de cirurgia com controle de esterilização e fluxo rigoroso
- Equipamentos de monitoramento em tempo real
- Estrutura de UTI disponível, mesmo que não seja utilizada
Esses elementos garantem tranquilidade à paciente e à equipe médica.
Exemplos práticos
A Dra. Maria Júlia Norton realiza suas cirurgias mamárias em hospitais como o Copa Star e o Copa D’Or, no Rio de Janeiro. Ambos contam com padrões hospitalares internacionais, sendo referência em segurança cirúrgica e qualidade no atendimento. Assim, essas instituições oferecem não apenas tecnologia, mas um protocolo completo para a jornada da paciente, desde a admissão até o pós-operatório.
O que observar na consulta pré-operatória
Avaliação ética e personalizada
Durante a primeira consulta, o cirurgião qualificado realiza:
- Avaliação completa da anatomia mamária
- Discussão sobre expectativas reais
- Indicação do tipo e volume de prótese compatível
- Apresentação de riscos e cuidados
Assim, esse momento é fundamental para criar um plano cirúrgico realista e seguro.
Critérios técnicos para escolha da prótese
A escolha da prótese deve considerar:
- Tamanho do tórax
- Elasticidade da pele
- Simetria entre as mamas
- Estilo de vida da paciente
- Desejo de resultado mais natural ou com maior projeção
A personalização é indispensável para garantir harmonia com o corpo e longevidade ao resultado.
Acompanhamento e responsabilidade a longo prazo
A prótese de silicone não é definitiva
Embora os implantes tenham alta durabilidade, eles não são permanentes. Assim, a paciente deve manter acompanhamento ao longo dos anos para:
- Monitorar a integridade da prótese
- Avaliar mudanças anatômicas
- Considerar eventual troca ou explante no futuro
A relação de confiança com o cirurgião é parte essencial dessa jornada.
Acompanhamento hospitalar pós-cirúrgico
Agora, a atuação em hospital permite que a paciente seja monitorada desde as primeiras horas após a cirurgia. Assim, equipes treinadas identificam precocemente qualquer alteração ou desconforto. Além disso, o uso de protocolos como o R24R, que prevê mobilização leve nas primeiras 24 horas, contribui para uma recuperação mais confortável e funcional.
Segurança, estética e ética caminham juntas
O objetivo da cirurgia de silicone vai além da aparência. Ela deve oferecer bem-estar físico, compatibilidade com o corpo e autoconfiança à paciente. Para isso, é fundamental que os pilares da cirurgia plástica sejam respeitados:
- Segurança: com atuação hospitalar e suporte médico completo
- Estética individualizada: respeitando o biotipo e os limites do corpo
- Ética médica: sem promessas, com clareza sobre riscos e limitações
Profissionais que seguem essas diretrizes atuam com responsabilidade, evitando assim, banalizações e priorizando a saúde da paciente em todos os momentos.
Conclusão
Por fim, escolher um cirurgião membro da SBCP e com experiência hospitalar não é apenas uma recomendação, é uma etapa essencial para o sucesso da cirurgia de prótese mamária. Assim, com essa base técnica, ética e institucional, a paciente tem acesso a uma experiência segura, também individualizada e com suporte em todas as fases do processo.

